Trilogia Gaúcha (1)
CHE BANDONEÓN
novelas; 149 pág.; ed. Global; São Paulo, 1984
Três textos que retratam contrastes entre província e metrópole. O segundo deles, que dá nome ao livro, é uma biografia romanceada do músico Astor Piazzolla. Prêmio Aquilino Ribeiro, da Academia das Ciências de Lisboa, em 1992.


JOSÉ GERALDO COUTO
crítico literário
("O Estado de S. Paulo", 21/10/1984)
"A segunda novela é a que dá título ao livro, e a sua proposta é bem mais ambiciosa: recriar, em tom ficcional, a vida do compositor argentino Astor Piazzolla (no livro, Angel Pianese). Modernell consegue vencer o desafio, construindo um texto denso, ao mesmo tempo cerebral e apaixonado (como a música de Piazzolla), por onde desfilam nomes de figuras muito reais, como Jorge Luis Borges, Carlos Gardel e Gerry Mulligan. É uma homenagem que resgata o homem por trás do mito, a exemplo do que Cortázar fez com Charlie Parker em 'El Perseguidor'."

GERALDO GALVÃO FERRAZ
jornalista e crítico
(revista "Istoé", 25/7/1984)
"Uma idéia simples que ganhou realização soberba. (...) Estreante em livro, sua ficção surgiu, em 1984, como uma brilhante exceção num monte de mediocridade."

WANILTON CARDOSO AFFONSO
crítico literário
("O Globo", 8/7/1984)
"O escritor impressiona pela visão lírica com que aborda seus personagens, suas ambiências sociais."

CLÁUDIA CAVALCANTI
crítica e tradutora
("Folha de S. Paulo", 1/7/1984)
"'No meu começo está meu fim', diz Eliot. E a despeito das inúmeras interpretações que o poeta possa sofrer, sobre Renato Modernell pode-se, por exemplo, prever que este início na prosa significa o crescimento irrevogável de um talento literário - é o seu destino, o fim de Eliot."


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