VIAGEM AO PAVIO DA VELA
romance; 236 pág.; ed. Record; Rio de Janeiro, 2001
Um poeta contemporâneo atravessa uma ponte em Veneza e estabelece longa e insólita conversação com Marco Polo. Narra-lhe os acontecimentos do mundo nos séculos que os separam, formando um contraponto entre a época atual e a medieval.

LUIZA PASTOR
(revista Istoé, 27/2/2002)
“O mais interessante, porém, é a proposta de opor as angústias e dúvidas de um viajante solitário aos diálogos com Marco Polo, o explorador veneziano mais famoso da história. A situação que leva ao encontro e à intimidade nascida entre os dois homens, apesar do peso dos séculos separando-os, só poderia ser ambientada à meia-luz das vielas e dos canais da misteriosa e bela Veneza.”

ALMIR DE FREITAS
Jornalista
(revista Bravo, março 2002)
 “O romance é uma divertida fantasia sobre a história e a literatura, que não renuncia, entretanto, a um cuidado em reconstruir geografias e arquiteturas de épocas tão diferentes.”

STEFANIA CHIARELLI
Crítica literária
(Correio Braziliense, 17/3/2002)
 “Certamente um dos pontos de destaque do livro reside na possibilidade de discutir aspectos referentes às formas de conhecimento histórico. (...) E nessa engenhosa história, temos Lira andando à deriva por Veneza, passando todo o tempo a fotografar turistas, mais uma vez demonstrando a situação peculiar que lhe cabe: a de registrar momentos alheios.”

CRISTIAN AVELLO CANCINO
(revista Istoé Gente, 29/4/2002)
 “Se, valendo-se de sua influência sobre os políticos locais, Marco providenciasse a volta de Dante a sua cidade natal, Dante, em troca, falaria de Marco na ‘Divina Comédia’, garantindo seu lugar na posteridade. Com prosa exuberante, Modernell teceu uma pequena obra-prima.”

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